BOM DIA,
SEGUE, EM ANEXO, A LISTA CONTENDO 10 QUESTÕES DE MOVIMENTO HARMÔNICO SIMPLES, DAS QUAIS 7 SÃO APLICAÇÕES DA TEORIA E 3 SÃO DESAFIOS!
OS ALUNOS QUE ENTREGAREM OS 3 DESAFIOS RESOLVIDOS (PRÓXIMA AULA 01/04/19) TERÃO ADICIONADOS 1,5 PONTO À NOTA DA P2! BONS ESTUDOS!
ATENCIOSAMENTE,
PROF. AMÉRICO
LISTA DE EXERCÍCIOS - MHS
sexta-feira, 29 de março de 2019
quinta-feira, 28 de março de 2019
HISTÓRIA: REENVIANDO - Fichamento do livro "O Príncipe - Maquiavel" - para 23/04
Olá turma!
Estou disponibilizando o material abaixo, a fim de possibilitar o fichamento do livro "O Príncipe", de Maquiável (Nota de T1). e também mais alguns "complementos" para auxiliar na compreensão do livro.
Professor Marcelo Gotardi.
LINK 1: livro - O Principe, Maquiavel
LINK 2: Video aula - Maquiavel - parte 01
LINK 3: Video aula - Maquiavel - parte 02
LINK 4: Modelo Fichamento a ser seguido
DATA para ENTREGA: 23/04 - terça feira
Sugestão de Sites
Estou disponibilizando o material abaixo, a fim de possibilitar o fichamento do livro "O Príncipe", de Maquiável (Nota de T1). e também mais alguns "complementos" para auxiliar na compreensão do livro.
Professor Marcelo Gotardi.
LINK 1: livro - O Principe, Maquiavel
LINK 2: Video aula - Maquiavel - parte 01
LINK 3: Video aula - Maquiavel - parte 02
LINK 4: Modelo Fichamento a ser seguido
DATA para ENTREGA: 23/04 - terça feira
Sugestão de Sites
- Wikipedia. Nicolau Maquiavel. Disponível em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Nicolau_Maquiavel. Acesso em jul de 2012.
- Sua Pesquisa. Nicolau Maquiavel. Disponível em: http://www.suapesquisa.com/biografias/maquiavel.htm. Acesso em jul de 2012.
- Arcos. Debates e Interpretações. Disponível em: http://www.arcos.org.br/cursos/teoria-politica-moderna/maquiavel/debates-e-interpretacoes. Acesso em jul de 2012.
- Brasil Escola. Maquiavel e a autonomia da política. Disponível em: http://www.brasilescola.com/sociologia/ciencia-politica-maquiavel.htm. Acesso em jul de 2012.
- E-Biografias. Nicolau Maquiavel. Disponível em: http://www.e-biografias.net/nicolau_maquiavel/. Acesso em jul de 2012.
- Mundo Educação. Nicolau Maquiavel. Disponível em: http://www.mundoeducacao.com.br/historiageral/nicolau-maquiavel.ht. Acesso em jul de 2012.
- Biografia. Nicolau Maquiavel – Filósofo. Disponível em: http://www.biografia.inf.br/nicolau-maquiavel-filosofo.html. Acesso em jul de 2012.
sexta-feira, 22 de março de 2019
Horário provisório
Atenção!!
O horário abaixo SOMENTE deverá ser utilizado para os dia 26,27 e 28 de março, voltando o horário normal na sexta 29 de março.
O horário abaixo SOMENTE deverá ser utilizado para os dia 26,27 e 28 de março, voltando o horário normal na sexta 29 de março.
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HORÁRIO DE AULA 2019 - TURMA 2º ANO EM
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Horário
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3ª feira - 26/03
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4ª feira - 27/3
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5ª feira – 28/3
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2 º Ano
- EM
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1ª
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Biologia
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Biologia
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Química
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2ª
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7h55 às 8h45
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Química
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Biologia
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Química
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3ª
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8h50 às 9h40
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História
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Matemática
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Inglês
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4ª
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10h às 10h50
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Formação Pastoral
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Matemática
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Arte
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5ª
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10h50 às11h40
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Formação Pastoral
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Química
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Física
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6ª
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11h40 às 12h30
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Formação Pastoral
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Química
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Física
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Tarefa de Português
Olá , alunos, envio-lhes a tarefa de Língua Portuguesa para o dia 01/04/2019. Vocês podem imprimir as questões ou fazer a cópia completa à manuscrito, no caderno.
Por gentileza, mantenham o caderno organizado, para facilitar os estudos e os vistos.
BOM ESTUDO:.)
- Das alternativas que seguem apenas uma não se encontra corretamente analisada quanto à sua estrutura sintática. Identifique-a:
a – ( ) Os animais fugiram do zoológico. (adjunto adverbial de lugar)
b – ( ) Os animais do zoológico fugiram. (adjunto adnominal)
c – ( ) Os alunos deixaram o colégio entusiasmados. (adjunto adnominal)
d – ( ) A garota chegou em casa apressadamente. (adjunto adverbial de modo)
e – ( ) O pai eufórico socorreu a criança. (adjunto adnominal)
- O Brasil jovem está “curtindo” o vestibular. Os termos destacados no período acima são, respectivamente:
a – ( ) adjunto adverbial e objeto direto
b – ( ) predicativo do sujeito e objeto direto
c – ( ) adjunto adnominal e complemento nominal
d – ( ) adjunto adnominal e objeto direto
e – ( ) adjunto adverbial e predicativo do sujeito
Mais questões.
01. O amor transforma a vida.
Por gentileza, mantenham o caderno organizado, para facilitar os estudos e os vistos.
BOM ESTUDO:.)
- Das alternativas que seguem apenas uma não se encontra corretamente analisada quanto à sua estrutura sintática. Identifique-a:
a – ( ) Os animais fugiram do zoológico. (adjunto adverbial de lugar)
b – ( ) Os animais do zoológico fugiram. (adjunto adnominal)
c – ( ) Os alunos deixaram o colégio entusiasmados. (adjunto adnominal)
d – ( ) A garota chegou em casa apressadamente. (adjunto adverbial de modo)
e – ( ) O pai eufórico socorreu a criança. (adjunto adnominal)
- O Brasil jovem está “curtindo” o vestibular. Os termos destacados no período acima são, respectivamente:
a – ( ) adjunto adverbial e objeto direto
b – ( ) predicativo do sujeito e objeto direto
c – ( ) adjunto adnominal e complemento nominal
d – ( ) adjunto adnominal e objeto direto
e – ( ) adjunto adverbial e predicativo do sujeito
Mais questões.
01. O amor transforma a vida.
a) Objeto indireto
b) Objeto direto
c) Objeto direto preposicionado
d) Complemento nominal
e) Agente da passiva
02. Revele-me seus segredos.
a) Objeto indireto
b) Objeto direto
c) Objeto direto preposicionado
d) Complemento nominal
e) Adjunto adnominal
03. O professor confia em seus alunos.
a) Objeto indireto
b) Adjunto adverbial
c) Objeto direto preposicionado
d) Complemento nominal
e) Agente da passiva
04. Brasileiro ama futebol.
a) Objeto indireto
b) Objeto direto
c) Adjunto adverbial
d) Complemento nominal
e) Agente da passiva
05. Ao jogo, assisti a ele apreensivo.
a) Objeto indireto
b) Objeto indireto pleonástico
c) Objeto direto preposicionado
d) Complemento nominal
e) Vocativo
b) Objeto indireto pleonástico
c) Objeto direto preposicionado
d) Complemento nominal
e) Vocativo
06. Só evito a quem me irrita.
a) Objeto indireto
b) Objeto indireto pleonástico
c) Objeto direto preposicionado
d) Complemento nominal
e) Adjunto adverbial
07. Sua casa vivia repleta de amigos.
a) Objeto indireto
b) Adjunto adnominal
c) Objeto direto preposicionado
d) Complemento nominal
e) Agente da passiva
b) Adjunto adnominal
c) Objeto direto preposicionado
d) Complemento nominal
e) Agente da passiva
08. A sorte escolhe a uns e rejeita a outros.
a) Objeto indireto
b) Objeto direto preposicionado
c) Objeto indireto pleonástico
d) Adjunto adnominal
e) Agente da passiva
09. Concluí que a mim não me feri.
a) Objeto direto pleonástico
b) Objeto direto
c) Objeto indireto pleonástico
d) Adjunto adnominal
e) Adjunto adverbial
a) Objeto direto pleonástico
b) Objeto direto
c) Objeto indireto pleonástico
d) Adjunto adnominal
e) Adjunto adverbial
10. Prestem atenção, meus queridos!
a) Complemento nominal
b) Vocativo
c) Adjunto adnominal
d) Adjunto Adverbial
e) Objeto direto
11. Meus alunos eu os conheço muito bem!
a) Adjunto Adnominal
b) Objeto indireto
c) Objeto direto pleonástico
d) Aposto
e) Agente da passiva
b) Objeto indireto
c) Objeto direto pleonástico
d) Aposto
e) Agente da passiva
12. Todo aluno que pretende ter sucesso deve desenvolver o gosto pela leitura.
a) Objeto indireto
b) Adjunto adnominal
b) Adjunto adnominal
c) Adjunto adverbial
d) Complemento nominal
e) Agente da passiva
d) Complemento nominal
e) Agente da passiva
13. Aos políticos, o que lhe pedimos é decência!
a) Objeto indireto pleonástico
b) Complemento nominal
c) Adjunto Adnominal
d) Aposto
e) Agente da passiva
14. O Brasil é saqueado pelos políticos.
a) Adjunto adnominal
b) Agente da passiva
c) Aposto
d) Objeto indireto
e) Adjunto adverbial
e) Adjunto adverbial
15. Seu intelecto foi fortalecido pela leitura.
a) Adjunto adnominal
b) Agente da passiva
c) Aposto
d) Objeto indireto
d) Objeto indireto
e) Adjunto adverbial
16. Nosso professor querido ensina bem!
a) Complemento nominal
b) Agente da passiva
c) Adjunto adnominal
d) Adjunto Adverbial
e) aposto
17. Já se sente a chegada do inverno.
a) Complemento nominal
b) Agente da passiva
c) Adjunto adnominal
d) Adjunto Adverbial
e) aposto
18. "Não nos deixeis cair em tentação."
a) Complemento nominal
b) Agente da passiva
c) Adjunto adnominal
d) Adjunto Adverbial
e) Vocativo
19. Carlos e José são ótimos alunos; este em Física e aquele em Biologia.
a) Complemento nominal
b) Agente da passiva
c) Adjunto adnominal
d) Aposto
e) Objeto direto
20. Talvez comecemos a entender este assunto.
a) Complemento nominal
b) Agente da passiva
c) Adjunto adnominal
d) Adjunto Adverbial
e) Aposto
21. Gregório de Matos, O Genial Canalha, é considerado o primeiro poeta brasileiro.
a) Complemento nominal
b) Agente da passiva
c) Adjunto adnominal
d) Adjunto Adverbial
e) Aposto
22. Meu Deus, o que é isto?
a) Complemento nominal
b) Vocativo
c) Adjunto adnominal
d) Adjunto Adverbial
e) Aposto
GABARITO:
1B -2A - 3A -4B -5B -6C -7E -8B -9B -10B -11C -12D
13A -14B -15B -16C -17C -18D -19D -20D -21E -22B
1B -2A - 3A -4B -5B -6C -7E -8B -9B -10B -11C -12D
13A -14B -15B -16C -17C -18D -19D -20D -21E -22B
quarta-feira, 20 de março de 2019
HISTÓRIA: ARTIGO - Peter Burke. A fabricação do rei. A construção da imagem pública de Luis XIV.
Olá turma!
Estou disponibilizando o artigo abaixo da Professora Lilia como complemento/Atividade Avaliativa do DEBATE proposta pela Livro Didático na pág. 46.
"O Estado Monárquico - uma estrutura política".
Professor Marcelo Gotardi.
Revista de Antropologia
Rev. Antropol. vol.43 n.1 São Paulo 2000
Peter Burke. A fabricação do rei. A construção da imagem pública de Luis XIV. Rio de Janeiro, Jorge Zahar, 1994, 254 pp.
Lilia K. Moritz Schwarcz
Professora do Departamento de Antropologia — USP
Professora do Departamento de Antropologia — USP
- Dizia
Montesquieu que "o esplendor que envolve o rei é parte capital de sua
própria pujança". Mais do que um elogio, a consideração sintetiza
particularidades da monarquia, ou mesmo, a dimensão simbólica presente
em qualquer tipo de poder público e político. Com efeito, se é só a
realeza que introduz o ritual em meio à sua lógica formal e no corpo da
lei, pode-se dizer, porém, que não há sistema político que abra mão do
aparato cênico, que se conforma tal qual um teatro; uma grande
representação.
Seguindo essas pistas, Marc Bloch, em ensaio
pioneiro sobre as mentalidades, datado de 1924, analisava o fenômeno do
toque real — o caráter maravilhoso dos reis taumaturgos —, demonstrando
como se devia atentar antes para a expectativa coletiva do milagre, do
que para o milagre em si.
- Norbert Elias, por outro lado,
acentuou a importância da etiqueta no interior do Antigo Regime,
encontrando uma lógica que nada tinha a ver com o mero adereço, ou com a
idéia da existência de vogas aristocráticas luxuosas e sem sentido. Na
verdade, não foram poucos os autores que, partindo de eixos e
perspectivas diversas, destacaram a relevância do ritual na efetivação
do poder, no caso monárquico. Autores como Starobinski, com a análise
dos símbolos da realeza, Kantorovicz, com a demonstração do corpo duplo
do rei, e ainda C. Geertz, que em Negara demonstrou como em Bali
não existiam cisões entre realidade e representação, revelaram as
potencialidades do tema e os vínculos entre lógica racional e lógica
simbólica.
- Na verdade, essas e outras obras têm destacado, a
partir de ângulos diversos, como as vestes, os objetos, a ostentação e
os rituais próprios da monarquia são parte essencial desse regime,
constituem sua representação pública e, no limite, garantem sua
eficácia. Como diz o dito popular "rei que é rei não perde a realeza" e
se a perde — digamos assim — é cada vez menos rei.
- É dessa figura pública, conscientemente construída, que trata o livro A fabricação do rei,
de Peter Burke. Seu objeto formal é a famosa personagem de Luis XIV, o
Rei-Sol, que reinou durante 72 anos e se transformou quase em um emblema
da monarquia absoluta européia, tão marcada pelo luxo e por
demonstrações de riqueza. A esse soberano atribui-se a "domesticação da
nobreza" a partir da invenção, a um só tempo, da propaganda, da etiqueta
e da corte. Claro que todas essas realidades existiam antes de Luis
XIV, mas é com esse rei que mudam de lugar e de patamar. Os costumes são
regulados, a vida fica, para esse estamento, mais pacífica e prazerosa
tendo a corte como centro.
- Mas Burke faz mais do que só
retomar essas teses, já muito tratadas pela historiografia, sobretudo,
européia. A novidade está em integrar todos esses elementos e mostrar
como os monarcas foram os inventores do "marketing político" e
que nesse sentido fizeram escola. No centro de sua análise está a noção
de estratégia, na qual a propaganda surge como meio de assegurar a
submissão ou o assentimento a um poder. Com esse monarca a glória, a
vitória , o prestígio e a grandeza transformam-se em imagens
suficientemente fortes para garantir a estabilidade do reino e imaginar
sua permanência futura. É por isso mesmo que Burke revela-se mais
preocupado com a interpretação do que com o acontecimento, procura o
"mito" que envolve o rei e não tanto sua "realidade", privilegia a
imagem em detrimento do homem. O resultado é um Luis XIV envolto por
biógrafos, artistas, artesãos, alfaiates, escultores, cientistas,
poetas, escritores e historiadores; todos unidos em torno de um só
propósito: fazer do rei um exemplo, um símbolo público da glória; uma
representação fiel de Deus na terra.
Elaborada tal qual um
grande teatro, um teatro do Estado, a atuação do rei se transforma em
performance; os seus trajes viram fantasia. Na verdade, esculpida de
maneira cuidadosa, a figura do rei corresponde aos quesitos estéticos
necessários à construção da "coisa pública". Saltos altos para garantir
um olhar acima dos demais, perucas logo ao levantar, vestes magníficas
mesmo nos locais da intimidade; enfim, trata-se de projetar a imagem de
um homem público, caracterizado pela ausência de espaços privados de
convivência. Tal qual um evento multimídia, o rei estará presente em
todos os lugares, será cantado em verso e prosa, retratado nos afrescos e
alegorias, recriado como um Deus nas estátuas e tapeçarias.
- Senhor
de um ritual cujo controle é por princípio impecável, o monarca
transforma seu exercício diário numa grande dramatização,
equilibrando-se no poder por meio da concessão alargada e programada de
títulos, medalhas e privilégios. Dádivas que carregam a imagem do líder,
esses rituais de consagração da monarquia acabam ajudando a cultuar e
estender a própria personalidade do rei, que dessa forma paira muito
acima de seus súditos.
- Exemplo radical do exercício e da
manipulação simbólica do poder, a realeza evidencia, com sua etiqueta, a
importância do ritual na construção da imagem pública. A monarquia é,
nesse sentido, um bom pretexto para a discussão dos vínculos entre
política e manipulação do imaginário simbólico, ou mesmo para a
verificação de como política se faz com a lógica da "razão prática", mas
também, com a força de persuasão da "razão simbólica". Afinal, foi
Pascal quem concluiu que "as cordas que atribuem o respeito a este ou
àquele em particular, são as cordas da imaginação". Prática de alguma
forma datada, o ritual suntuoso da monarquia deixa ainda mais evidente
como a propaganda e a política mantiveram sempre relações de profunda e
estreita afinidade. Mas nada como terminar com uma boa provocação. Resta
refletir acerca não só da lógica desses processos abertamente
manipulados, mas sobre a releitura desse mesma publicitação da imagem do
governante. Se Peter Burke equaciona e descreve, de forma detalhada, os
mecanismos conscientes de construção da figura do rei, escapa-lhe a
compreensão da dimensão mais sacralizada dessa representação, que
dialoga não só com o contexto imediato, mas também reitera uma viagem
mais longa, rumo à "longa duração".
Nesse itinerário
escapa a intencionalidade e fica a reelaboração de códigos, valores e,
sobretudo, cosmologias, como diz Marshall Sahlins a respeito do encontro
entre havaianos e ingleses no contexto colonial. Assim como o Capitão
Cook não morria, apenas, como um viajante ocidental, mas como "um lôno
burguês"; também na releitura de Luis XIV são muitas as possibilidades
de interpretação. Se a leitura sob o viés da elite permite prever a
glorificação do monarca e a dimensão política da manipulação da nobreza,
seria possível, porém, analisar com mais cuidado como o imaginário pode
ser objeto de controle, mas de que maneira, muitas vezes esse,
simplesmente, lhe escapa.
Na obra de Burke as visões da
corte acerca da monarquia estão todas presentes e retratadas, mas não se
nota qual é a fonte em que se nutre esse mesmo imaginário. Afinal,
quando uma propaganda é, de fato, eficiente, ela faz sentido para
aqueles que a criam, mas, também, para os elementos que se constituem em
seu foco virtual. Estamos falando do imaginário popular que surge como
"produto e produção" nesse processo de invenção do rei? Dessa maneira,
se é possível ver, sob essa fresta, o uso estratégico da realeza, passam
ao largo, nesse livro, os mecanismos que revelam como se mantém e se
aguça a leitura divina do corpo do rei. Nesse caso as respostas não
estarão, com certeza, restritas ao circuito da corte.
- Nesse
sentido, é bom que se diga, uma certa áurea encobre a figura do
monarca; de qualquer monarca. Figura destacada em sua representação, o
soberano é, normalmente, definido, por seu "corpo duplo". O primeiro
deles é mortal e, assim sendo, assemelha-se ao de todos os seus súditos:
sofre com as vicissitudes das tristezas, vícios e alegrias comuns à
humanidade. O segundo, sacralizado, representa o corpo divino do rei,
aquele que justamente se separa dos demais; o que não morre jamais.
Assim, como se podem notar os usos políticos dessa figura, tal
verificação não dá conta do "outro corpo do rei", objeto de uma leitura
popular alimentada para além do contexto mais imediato da elite e do
estamento da nobreza.
Não se manipula no vazio e quando
isso ocorre é a própria manipulação que tende a sobrar como uma fala sem
lugar. Local do exercício do maravilhoso, a monarquia sempre associou,
em momentos diferentes, olhares mais sincrônicos a leituras diacrônicas.
Não se faz "propaganda" só no presente; ou melhor, vai-se ao passado
buscar matéria para o presente. Mas essa é mesmo uma longa discussão.
Quem sabe valha a pena voltar à velha definição de F. Boas, que afirmou
ser "o olho que vê, o órgão da tradição". Se a lógica da publicidade é
centrada no jogo da "emissão", que é sempre unívoca, engana-se aquele
que acredita que a "recepção" é, pelo mesmo motivo, previsível e
uniforme. Novas perguntas recortam universos distintos, quando
percebemos que, de alguma maneira, somos todos um pouco "míopes
culturais". As culturas impõem grades de leitura que revelam como os
homens não são papéis em branco, que respondem sempre de forma
previsível e idêntica.
- O terreno do imaginário e das
mentalidades é, pois, um local que não se define apenas pela via da
análise política e intencional. Nada como recorrer à noção estrutural de
símbolo, que não se limita a uma leitura realista e imediata, mas busca
uma eficácia que é sempre relativa. "Significar é estabelecer
relações", diz Claude Lévi-Strauss, como a alertar que nesse processo
alteram-se razões mais imediatas, com lógicas "que falam — mesmo — entre
si".
Desde
o início do século VIII, a Península Ibérica foi quase totalmente
dominada pelos muçulmanos. Os cristãos que lá viviam ocupavam os
territórios ao norte da península.
A formação dos Estados Modernos
(Resumo)
O
processo histórico levou ao surgimento do Estado Moderno, que se formou
em oposição a duas forças características da Idade Média;
- O regionalismo dos feudos e das cidades, este gerava a fragmentação político-administrativo.
- O universalismo da Igreja católica (e do sacro Império), que espalhava seu poder ideológico e político sobre diferentes regiões européias, esse universalismo gerava a idéia de uma cristandade ocidental.
Vencendo os
regionalismos e o universalismo medieval, o Estado moderno tinha por
objetivo a formação de sociedade nacional, com as seguintes
características:
Idioma comum: O
elemento cultural que mais influenciou o sentimento nacionalista foi o
idioma. Falado pelo mesmo povo, o idioma servia para identificar as
origens, tradições e costumes comuns de uma nação.
Território definido: Cada estado foi definido suas fronteiras políticas, estabelecendo os limites territoriais de cada governo nacional.
Soberania: No
mundo feudal, o poder estava baseado na suserania, isto é na relação e
subordinação entre o suserano (senhor) e o vassalo . Aos pouco no lugar
do suserano, foi surgindo a noção de soberania, pela qual o soberano
(governante) tinha o direito de fazer valer as decisões do Estado
perante os súditos.
Exército permanente: Para
garantir as decisões do governo soberano, foi preciso a formação de
exércitos permanentes, controlados pelos reis (soberano).
1
Noliarquia: Os títulos nobiliárquicos ou títulos de nobreza foram criados com o
intuito de estabelecer uma relação de vassalagem
entre o titular e o monarca, sendo alguns deles hereditários.
A Reconquista da Península Ibérica - Espanha
A
partir do século XI, as Cruzadas no Oriente e as lutas internas pelo
poder entre os muçulmanos estimularam os cristãos a retomar os
territórios ocupados pelos árabes na Europa. As lutas dos cristãos pela
retomada pelos territórios da Península Ibérica ficaram conhecidas pelo
nome de Reconquista.
Aos
poucos, os territórios que os cristãos reconquistavam na península
deram origem a reinos como Leão, Castela, Navarra e Aragão. Esses
reinos, entretanto, não lutavam apenas contra os muçulmanos, mas também
entre si. Cada um deles disputava o direito de ter controle político e
territorial sobre a região.
Alianças
entre famílias reais firmadas por meio do matrimônio também foram
usadas para ampliar o poder de cada reino. As guerras e os casamentos
arranjados nos ajudam a entender por que esses reinos variam tanto em
tamanho, poder político e militar. Essa instabilidade durou até o
casamento de Fernando, herdeiro do trono de Aragão, com Isabel, irmã do
rei de Leão e Castela. Da união desses três reinos, formou-se o país
Espanha, no final do século XV.
Portugal surgiu
como um reino independente em 1139. Seu primeiro rei foi D. Afonso
Henrique, o indicar da dinastia de Borgonha. Por muito tempo, os
portugueses viveram envolvidos na luta pela expulsão dos mouros
(conjunto de população árabes, etíopes, turcomanas e afegãs) da
península Ibérica. A luta prosseguia até 1249 com a vitória portuguesa e
a conquista de Algarves (sul de Portugal). Com o rei. D. Dinis
interrompeu-se a conquista no plano militar, iniciando-se um período de
reorganização interna de Portugal. As fronteiras do país já estavam
definidas.
Em 1383, com D. João, mestre de Avis, teve início a nova dinastia de Avis. Isso se deu após o desfecho de uma luta político-militar denominada Revolução de Avis, em que a sucessão do trono português foi disputa entre o rei de Castela e D. João. A vitória da Revolução de Avis foi também a vitória da burguesia de portuguesa sobre a sociedade agrária e feudal que dominava o país. Depois da Revolução de Avis, a nobreza agrária submeteu-se ao rei D.João. E este apoiado pela burguesia, centralizou o poder e favoreceu a expansão marítimo-comercial portuguesa. Todos esses acontecimentos fizeram de Portugal o primeiro país europeu a constituir em Estado absolutista e mercantilista.
A formação da monarquia nacional francesa teve início com alguns reis da dinastia dos Capetos,
que desde o séc. XIII tomaram medidas para a formação do estado
francês. Entre essas medidas destacaram-se a substituição de obrigações
feudais por tributos pagos à coroa real a restrição da autoridade plena
do papa sobre os sacerdotes franceses , a criação progressista de
exército nacional subordinado ao rei, e a atribuição dada ao rei, de
distribuir justiça entre os súditos.
Foi, entretanto, durante a guerra dos cem anos (1337-1453), entre a França e Inglaterra, que cresceu o sentido nacional francês. Durante os longos anos da guerra, a nobreza feudal enfraqueceu-se enquanto o poder do rei foi aumentando.
Depois desse conflito, os sucessivos monarcas franceses fortaleceram ainda mais o poder real. Mas no período em que vai de 1559 a 1589 autoridade do rei voltou a cair em conseqüência de guerras religiosas entre os grupos protestantes e católicos.
Só Henrique IV (1589-1619), o rei francês alcançou a paz. Antigo líder protestante, Henrique IV converteu-se ao catolicismo, afirmando: Paris vale bem uma missa. Promulgado o Edito de Nantes (1598), Henrique IV garantiu a liberdade de culto aos protestantes e passou a dirigir a obra de reconstrução político-economico da França.
Luís XIV, conhecido como o Rei sol, tornou-se o símbolo supremo do absolutismo francês. A ele atribuiu a famosa frase (o Estado é meu). Revogou o Edito de Nantes, que concedia liberdade de culto aos protestantes. Essa intolerância religiosa provocou a saída de aproximadamente 500 mil protestantes do país, entre os quais ricos representantes da burguesia. Esse fato teve graves conseqüências para a economia francesa. E provocou sérias críticas da burguesia ao absolutismo monárquico.
Luís XIV e Luís XVI, ambos deram continuidade ao regime absolutista. Em 1789, explodiu a Revolução Francesa, que pôs fim á monarquia absolutista.
A centralização
do poder na Inglaterra originou-se com Henrique II, no século XII.
Entretanto, seu sucessor, o rei Ricardo Coração de Leão, esteve ausente
durante grande parte de seu reinado, lutando nas Cruzadas. Com isso, a
autoridade real diminuiu.
João Sem-Terra, sucessor do rei Ricardo, logo teve de enfrentar a oposição dos nobres, descontentes com as pesadas taxas que pagavam para sustentar os gastos militares. Pressionado pela nobreza, pelo clero e pela burguesia, João Sem-Terra assinou, em 1215, a Magna Carta, cujo principal objetivo era limitar os poderes do rei.
A formação do estado Português
Em 1383, com D. João, mestre de Avis, teve início a nova dinastia de Avis. Isso se deu após o desfecho de uma luta político-militar denominada Revolução de Avis, em que a sucessão do trono português foi disputa entre o rei de Castela e D. João. A vitória da Revolução de Avis foi também a vitória da burguesia de portuguesa sobre a sociedade agrária e feudal que dominava o país. Depois da Revolução de Avis, a nobreza agrária submeteu-se ao rei D.João. E este apoiado pela burguesia, centralizou o poder e favoreceu a expansão marítimo-comercial portuguesa. Todos esses acontecimentos fizeram de Portugal o primeiro país europeu a constituir em Estado absolutista e mercantilista.
A formação da monarquia nacional francesa
Foi, entretanto, durante a guerra dos cem anos (1337-1453), entre a França e Inglaterra, que cresceu o sentido nacional francês. Durante os longos anos da guerra, a nobreza feudal enfraqueceu-se enquanto o poder do rei foi aumentando.
Depois desse conflito, os sucessivos monarcas franceses fortaleceram ainda mais o poder real. Mas no período em que vai de 1559 a 1589 autoridade do rei voltou a cair em conseqüência de guerras religiosas entre os grupos protestantes e católicos.
Só Henrique IV (1589-1619), o rei francês alcançou a paz. Antigo líder protestante, Henrique IV converteu-se ao catolicismo, afirmando: Paris vale bem uma missa. Promulgado o Edito de Nantes (1598), Henrique IV garantiu a liberdade de culto aos protestantes e passou a dirigir a obra de reconstrução político-economico da França.
Luís XIV, conhecido como o Rei sol, tornou-se o símbolo supremo do absolutismo francês. A ele atribuiu a famosa frase (o Estado é meu). Revogou o Edito de Nantes, que concedia liberdade de culto aos protestantes. Essa intolerância religiosa provocou a saída de aproximadamente 500 mil protestantes do país, entre os quais ricos representantes da burguesia. Esse fato teve graves conseqüências para a economia francesa. E provocou sérias críticas da burguesia ao absolutismo monárquico.
Luís XIV e Luís XVI, ambos deram continuidade ao regime absolutista. Em 1789, explodiu a Revolução Francesa, que pôs fim á monarquia absolutista.
A Inglaterra e os limites do rei
João Sem-Terra, sucessor do rei Ricardo, logo teve de enfrentar a oposição dos nobres, descontentes com as pesadas taxas que pagavam para sustentar os gastos militares. Pressionado pela nobreza, pelo clero e pela burguesia, João Sem-Terra assinou, em 1215, a Magna Carta, cujo principal objetivo era limitar os poderes do rei.
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